Crisis

14 05 2010

Claramente influenciado pela visita papal, começo por referir JC. Não o da Bíblia mas Jeremy Clarkson, um dos mais importantes líderes do clero automobilista, aquele da qual sou praticante e que é muito mais saudável (e crente) que o outro clero, mas também com tendências pedófilas (para as “minis”, esclareça-se). De acordo com JC, as novelas victorianas, do alto do seu pudor, designavam o orgasmo feminino como uma “crise”.

Atendendo ao que tenho visto nos últimos dias, a nossa crise é exactamente isso. As multidões em êxtase, as velhinhas a chorar, as criancinhas a cantar, as beatas a sentir um frisson que nunca lhes havia passado pela patareca desde que o seu Quim (também conhecido como “o meu santo” e cujo sobrenome é “que está no Céu”) lhe mostrou o significado de pecado mortal.

Estamos num caminho agonizante para um local muito distante do que é um mundo moderno e desenvolvido. Pouco basta para só nos sobrar o estender de mão, à espera de uma moedinha (se é que já lá não estamos). Mas não há problema: o Benfica foi campeão, o Porto é uma nação, o Ratzinger abençoou-nos e o Sócrates já tem companheiro de cama, que até é educadinho pois sabe pedir desculpa.

Futebol, Fátima e o nosso Fado. Porreiro, pá.

Comprei um jipe. Para fugir destes gajos todos. O problema devo ser eu.


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